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    Feira do Produtor do Cassino: o que encontrar e quando visitar

    A Feira do Produtor do Cassino acontece todos os sábados de manhã, na Avenida Atlântica, entre dezembro e o início de março, reunindo cerca de 55 produtores rurais de Rio Grande, São Lourenço do Sul, Pelotas e Morro Redondo. É considerada a feira de produtores mais antiga do litoral gaúcho, com mais de 40 anos de história, e reúne hortaliças, frutas, pescado, pães, queijos, doces e artesanato rural direto do produtor ao consumidor.

    Quem pesquisa esse tema geralmente está organizando a viagem de verão ao Cassino e quer saber se a feira ainda funciona, em que dias e o que dá para encontrar por lá. Este guia reúne o histórico, o funcionamento atual e os produtos mais procurados.

    Quando funciona a Feira do Produtor

    A feira funciona exclusivamente aos sábados pela manhã, na Avenida Atlântica, no Balneário Cassino, com temporada concentrada no verão, geralmente iniciando em meados de dezembro e seguindo até o início de março. Isso significa que, fora desse período, a feira não funciona, o que é importante confirmar antes de organizar uma viagem fora da alta temporada especificamente para visitá-la.

    Os horários de funcionamento variam ligeiramente conforme a temporada e registros de diferentes anos, geralmente entre 7h e 14h, com algumas edições registradas entre 8h e 13h. Vale confirmar o horário atualizado junto à Prefeitura de Rio Grande ou à Emater/RS-Ascar antes da visita, já que pequenos ajustes de horário podem ocorrer de uma temporada para outra.

    A história de mais de 40 anos da feira

    A Feira do Produtor teve início em 4 de dezembro de 1986, com a participação de apenas 10 famílias, um começo modesto que se transformou, ao longo de quatro décadas, na mais antiga feira de produtores ainda em funcionamento no litoral do Rio Grande do Sul. Segundo relatos de moradores e da administração municipal, a feira foi criada inicialmente para atender aos visitantes da antiga colônia de férias da Refinaria Ipiranga, e foi ganhando espaço até se tornar o ponto de encontro semanal de moradores e veranistas do balneário.

    O crescimento em número de participantes acompanhou essa trajetória: na temporada 2007/2008, já eram 45 famílias expondo produtos; em edições mais recentes, o número consolidou-se em torno de 55 produtores, vindos não só de Rio Grande, mas também de municípios vizinhos como São Lourenço do Sul, Pelotas e Morro Redondo. Em uma das temporadas registradas, a feira comercializou 174.419 quilos de produtos, gerando receita de R$ 381.872,89 para os agricultores familiares participantes.

    O que encontrar na feira

    O perfil de produtos da feira mudou ao longo dos anos. Inicialmente voltada quase exclusivamente a produtos in natura, como hortaliças e frutas, a feira ampliou seu escopo para incluir itens de agroindústria familiar, o que hoje inclui pescado, pães, doces, queijos e vinhos, além de artesanato rural produzido pelos próprios agricultores e suas famílias.

    Entre os produtos mais associados à identidade da feira está a jurupiga, bebida artesanal tradicional da região, feita a partir da fermentação parcial do mosto da uva, frequentemente citada como um dos itens característicos das bancas locais. A diversidade de produtos reflete a origem dos participantes: como boa parte dos produtores vem de Rio Grande, mas outros trazem itens de municípios vizinhos, a feira consegue oferecer uma variedade maior do que o que seria produzido isoladamente pela agricultura familiar de um único município.

    O reconhecimento como patrimônio cultural

    Em fevereiro de 2026, a Feira do Produtor do Cassino recebeu reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Rio Grande, por meio da Lei nº 9.400, sancionada pela prefeita Darlene Pereira durante um ato realizado na própria feira. A proposta foi de autoria do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Rogério Gomes.

    Esse reconhecimento reforça o papel da feira como mais do que um simples ponto de comércio: ela é tratada oficialmente como parte da identidade cultural do balneário e da cidade. Junto ao título, foi anunciado um investimento de R$ 400 mil, obtido por emenda parlamentar, destinado à requalificação do espaço físico da feira e à construção de novas bancas, o que deve ampliar tanto a estrutura de comercialização quanto o caráter cultural do evento nos próximos anos.

    Dicas práticas para visitar

    Isso funciona bem para quem organiza a viagem de verão pensando em incluir a feira no roteiro: como o funcionamento é restrito aos sábados de manhã, durante a temporada de verão, vale planejar a chegada ao Cassino considerando esse dia específico, caso a visita à feira seja uma prioridade do roteiro.

    Chegar mais cedo, próximo ao horário de abertura, costuma garantir mais opções de produtos frescos, especialmente pescado e hortaliças, que tendem a esgotar ao longo da manhã em dias de maior movimento. Além dos produtos à venda, algumas edições recentes da feira incluem atividades paralelas voltadas aos veranistas, como oficinas de promoção da saúde, atividades de reciclagem e encontros temáticos sobre agricultura familiar, promovidos por instituições parceiras como parte de programações de verão da administração municipal.

    A Feira do Produtor do Cassino é um dos poucos programas do balneário que resistiu praticamente intacto ao longo de quatro décadas, sustentado pela agricultura familiar da região e por uma relação de proximidade entre produtor e consumidor cada vez mais rara em destinos turísticos. Para quem visita o Cassino no verão, incluir um sábado de manhã na Avenida Atlântica no roteiro é uma forma de conhecer um lado da cultura local que não aparece nas fotos de praia, mas que sustenta boa parte da identidade e da economia da comunidade que vive ali o ano inteiro.

    Perguntas frequentes

    Em que dias funciona a Feira do Produtor do Cassino?

    Funciona exclusivamente aos sábados pela manhã, durante a temporada de verão, geralmente entre dezembro e o início de março, na Avenida Atlântica.

    A Feira do Produtor funciona o ano inteiro?

    Não. O funcionamento é sazonal, concentrado na temporada de verão. Fora desse período, a feira não ocorre, então vale confirmar as datas específicas antes de planejar a visita.

    O que dá para comprar na Feira do Produtor do Cassino?

    Hortaliças, frutas, pescado, pães, queijos, doces, vinhos e artesanato rural, além da tradicional jurupiga, bebida artesanal característica da região, produzida a partir da fermentação parcial do mosto da uva.

    Por que a Feira do Produtor foi declarada patrimônio cultural?

    Em fevereiro de 2026, a feira recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Rio Grande, reconhecimento que valoriza sua história de mais de 40 anos e seu papel como ponto de encontro tradicional entre moradores, veranistas e agricultores familiares da região.

    Vale a pena visitar a Feira do Produtor mesmo sem intenção de comprar nada?

    Sim. Além da compra de produtos, a feira funciona como um retrato da cultura local e da agricultura familiar da região, com boa chance de encontrar atividades paralelas em temporadas mais recentes, como oficinas e encontros temáticos abertos ao público.